quinta-feira, 8 de abril de 2010

TAP reduziu os prejuízos para 3,5 milhões em 2009


A TAP anunciou dia 7 de Abril um prejuízo de 3,5 milhões de euros nas contas consolidadas do grupo referentes ao ano passado, em derrapagem face aos 8,1 milhões de euros de lucros que tinham sido previstos para 2009, mas uma forte recuperação (99%) face às perdas de 285 milhões registadas em 2008.

Apesar da forte crise na aviação comercial no último ano, a actividade do transporte aéreo e negócios da manutenção de aviões em Portugal (TAP M&E), que constituem a TAP SA, encerrou o exercício com lucros de 57 milhões de euros, face aos 209 milhões de euros negativos em 2008 e ficando mesmo acima dos resultados obtidos em 2007 (54 milhões de euros).
Quanto aos resultados ainda negativos em 3,5 milhões da TAP SGPS, o presidente da companhia, Fernando pinto, explicou, na conferência de imprensa, que aquele valor incorpora a perda de 31,6 milhões com a compra de 50,1% das acções da Groundforce à espanhola Globália, sem o que os resultados são positivos em cerca de 28 milhões. Este foi, aliás, o montante apresentado à ParPública, responsável pelas participações empresariais do Estado, uma vez que esta já tinha incluído os prejuízos da operação acima referidos nas contas de 2008.
Os resultados negativos da holding reflectem ainda os prejuízos de 29,6 milhões de euros registados pela Groundforce em 2009 - contra 36,8 milhões um ano antes -, bem como as perdas da PGA e da manutenção do Brasil, de 3,5 e 3,2 milhões de euros, respectivamente, as primeiras practicamente em linha com o ano anterior (-3,6 milhões) e as segundas a assinalar uma forte recuperação (-29,2 milhões de euros em 2008).
Quanto ao transporte aéreo, Fernando Pinto justificou os bons resultados da TAP no pior ano de que há memória na história do sector, com o reforço das medidas de redução de custos e adequação da oferta, bem como uma maior agressividade comercial, o que permitiu que a companhia portuguesa ficasse "melhor do que a média" das suas congéneres.
Assim a redução de custos de exploração em 450 milhões de euros (21,4%, incluindo combustíveis) obtida no ano passado, mais do que compensou a quebra de 11% das receitas operacionais, que baixaram no mesmo período de 2161 milhões de euros para 1923 milhões de euros (-238 milhões), para o que contribui não apenas a quebra de passageiros (-3,4%) mas também a queda da tarifa média.
Os resultados operacionais que tinham sido negativos em 165 milhões de euros em 2008, passaram a positivos no ano passado, no total de 65 milhões. Já o EBITDAR (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) mais do que quintuplicou, saltando de 48 milhões de euros em 2008 para 262 milhões no último exercício.
Já os capitais próprios da TAP SA continuam negativos em 64 milhões de euros e os da SGPS abaixo dos 200 milhões, o que poderá ser revertido com mais um ano de "excepcionais resultados", considera Fernando Pinto, escusando-se, porém, a avançar quais as previsões da companhia para 2010, alegando que "este não é ainda o momento certo".

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